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Aproveitando essa data comemorativa, venho resgatar desde a minha infância meus hábitos de leitura. Desde revistas em quadrinhos e contos infantis, até livros de literatura de massa (best sellers) e livros de literatura erudita (estou usando esses termos mas gostaria de deixar bem claro que não gosto deles, pois para mim não há essa separação entre "as literaturas").
Posso dizer que sempre gostei bastante de ler, apesar de que eu gostaria de fazê-lo ainda mais. Mas num país que a literatura não é uma das formas de cultura mais apreciadas pela grande maioria da população, eu faço parte do grupo que lê bastante. E penso o seguinte: alguns dos últimos livros que li (a maioria por sinal) não são considerados literatura erudita, mas sim literatura de massa. E aí entra a questão: é válido ter o gosto pela leitura, seja ela de qualquer tipo de literatura, se é que assim podemos dizer, ou, para fins de aprendizado e crescimento cultural, deve-se apenas gostar de literatura erudita?
Na minha opinião, gostar de ler já é um hábito muito admirável. Não importa o que seja, ler ajuda na escrita, na fala, na ampliação do vocabulário, no desenvolvimento da retórica, e também no crescimento cultural.
Acho que o preconceito sobre certos tipos de literatura decorre do fato de que aprendemos na escola a literatura erudita, e crescemos com este modelo padronizado (modelo este que não aceita desvios nem inovações), sem nem dar chance a "outras literaturas". Não tenho esse preconceito, mas até hoje sempre dei preferência para best sellers. E ainda assim posso dizer com convicção que mesmo estes, que são considerados literatura de massa, me ajudaram muito no meu crescimento pessoal, cultural, e no desenvolvimento da minha habilidade de escrita. E para mim, até hoje, isso foi o suficiente.
E muitos vivas para Dan Brown, que na minha opinião é um dos maiores (e melhores) escritores de best sellers dos últimos tempos! \o/
Carolyne Ferreira

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